Bangkok antiga

A temperatura em Bangkok varia entre 28 e 36 graus, ou seja, está um calor infernal a qualquer hora do dia. O meu irmão já me tinha avisado, mas nada como sentir o “bafo” para acreditar.

O plano para o dia era ir a pé até á zona perto do rio onde estão os principais templos budistas e o palácio real. Tentei ser experto e por isso, acordei às seis e meia da manhã para aproveitar uma temperatura mais baixa. Saí do hotel pelas 7:15h e meia hora depois já estava a precisar de novo banho! Não há hipóteses de fugir ao calor sem ficarmos no hotel debaixo do ar condicionado.

Fui andado em direcção ao palácio real, segui o meu instinto e claro, fui por um caminho que foi lá dar, mas não foi o melhor porque perdi a perspectiva geral do palácio. Procurei uma vista boa para fotografar, que não encontrei e quando dei por mim já estava no complexo de outro templo, supostamente o último que ia visitar… entretanto, fui abordado várias vezes pelos condutores de tuk-tuk, até que decidi ouvir o que um tinha a dizer. Disse-me que o templo estava fechado de manhã devido a uma cerimónia e propôs um percurso alternativo, com regresso ao templo na parte da tarde. Eu ouvi aquela “tanga” toda só para dizer não obrigado. Já sabia da “manha”: levam-nos para lojas no “cú de judas” onde recebem comissão e o dia do turista fica estragado. Vi isto acontecer no canal Travel e li na net, mas percebo porque é fácil cair no engodo: propoem 3 horas de visitas por apenas 50Baht, o que corresponde a cerca de 1,5 euros… Recusei e segui caminho para o templo Wat Pho, conhecido por ter um Buda gigante deitado.

Coloquei o prolongamento dos calções para entrar no complexo (não se pode entrar de calções) e fui andando meio perdido. Depois veio a parte que menos gosto: é necessário tirar os sapatos para entrar no templo. Para os Tailandeses sapatos representam sujidade e é uma falta de respeito entrar em templos e mesmo nalguns bares com sapatos. Para mim é terrível: não gosto de andar de sandálias, logo tenho que desamarrar e amarrar as sapatilhas contantemente.

Os templos são muito bonitos e o Buda deitado impressiona pelo tamanho. Cruzei-me com monges e algumas pessoas a rezar. Levam isto a sério.

Saí do compelxo e segui um grupo de turistas em direcção ao rio sem saber exactamente o que ia fazer. Queria ir ao palácio real, mas não estava ainda a ver como lá chegar. O grupo dirigiu-se para o rio, onde iria apanhar uma barco para a outra margem. Achei boa ideia e fui atrás. Paguei 3Baht, ou €0,07 e lá atravessei o rio numa viagem de menos de 5 minutos. Do outro lado estava à minha espera outro templo: o Wat Arun. Na prática, é uma pagoda altíssima, dando a quem a visita uma vista priveligiada sobre a parte antiga de Bangkok e com vista para os arranha-céus ao longe. Mas há um preço a pagar (além da entrada) são muitas as escadas a subir! Fui até ao segundo patamar e disparei umas fotos. Nem que me pagassem subia mais debaixo daquele calor! Aliás, não vi ninguém subir! Quando desci, as pernas tremiam…

Tempo para uma pausa e comer uma sopa de noodles (eram quase 10 da manhã…). Recuperada alguma energia, apanhei o barco de volta com o obejctivo de ir ao palácio real. No cais de destino, havia outro barco que seguia pela mesma margem. Fui até lá para ver se era por ali que chegava ao palácio. Perguntei a uma velhinha, que no seu, digamos, muito bom inglês, disse-me algo traduzido assim: “põe-te na alheta e vai a pé que são 10 minutos por ali”. Agradeci, virei-me e pus-me a andar sem qualquer protesto!

Tal como disse a velhota, 10 minutos depois estava na entrada do complexo do palácio real. Eram cerca de 10:30h e já derretia. À minha frente, manadas de turistas como poucas vezes vi! Grupos de turistas asiáticos, de máquina fotográfica na mão. Estava lixado! Entrei e fui vendo os diversos edifícios. Desviei-me tipo Matrix umas 50 vezes de disparos fotográficos, mas chegou a uma altura em que o exagero era tanto que deixei de lhe dar importância. Fotografavam escadas, zonas para deixar sapatos, 50 vezes cada templo, e claro, a família toda tinha que aparecer numa foto, primeiro individualmente, depois em grupo!

A joia da coroa do complexo é o Buda de esmeralda, que na realidade é verde de jade. Confesso que quando entrei no templo, nem dei por ele. Fui à procura dele noutro sítio, mas voltei para trás para tentar descobrir a peça e lá estava ele, no topo de uma pirâmide de objectos de ouro, bem alto e bem pequenino. Mas confesso, achei-o lindíssimo. Infelizmente não o posso mostrar porque é proibido tirar fotos.

Voltei a procurar as sapatilhas e já muito cansado e suadíssimo, continuei pelo complexo até encontrar a saída. Ainda entrei nalguns edifícios, mas o calor torna tudo muito cansativo. O objectivo era regressar ao hotel de tuk-tuk, tomar um duche e descansar um pouco, para depois dar uma volta na zona de Khaosan e jantar.

Tuk-tuk… Que dor de cabeça! Queria simplesmente regressar ao hotel, numa viagem de cerca de 10 minutos, mas todos os tuk-tuk que me abordavam queriam fazer visitas guiadas por preços demasiado altos. Até me levavam de borla, se antes fizesse duas ou três paragens. Basicamente, eles têm como objectivo levar o turista a lojas e receber a comissão da loja que lhes dá mais dinheiro que as pequenas voltas na cidade. Houve um que até me pediu para ajudá-lo a receber as comissões para pagar a gasolina, mas sabia que se fosse, o meu dia estaria estragado. Então fui negociando com vários para determinar o preço mais baixo e foi o que ofereci ao último, bem simpático diga-se que me levou ao hotel sem chatices.

Depois de um merecido descanso, fui comprar um tour para o dia seguinte. A ideia era fazer check-out do hotel, deixar a mochila na recepção, fazer o tour e mudar para um hotel no outro lado da cidade. Depois fui à procura do tipo que vendia o Pad Thai de rua e repeti a dose da noite anterior… e estava igualmente óptimo!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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