Guinness em Londres

A minha viagem para a India fez escala numa cidade que inequivocamente faz parte de mim: Londres!

Passei a minha infância em Londres e adoro lá voltar. Há muito que procurava uma oportunidade de fazer escala lá com o projecto WWM. A caminho da India, três ou quatro horas foram suficientes para me sentir em casa, mas souberam-me a pouco.

A minha família tem um fascínio pela capital britânica. Vivemos lá cerca de dez anos. O meu irmão nasceu lá. Cada vez que a minha Mãe ouve a palavra Londres, os seus olhos brilham ainda mais que o habitual. O meu Pai está sempre a prometer a viagem de regresso… Estamos tentados a fazer uma viagem de família onde podemos mostrar à minha irmã, que veio ao mundo muito depois, como era a nossa vida na altura.

A cidade é sempre diferente de cada vez que lá vou. Lembro-me do meu primeiro regresso sem a família, já depois da universidade. Tudo me pareceu mais pequeno. No meu imaginário de miúdo de dez anos pós-regresso, tudo era enorme. Tinha uns doze anos quando, numa aula na antiga escola do “batalhão”, a Gonçalvez Zarco, propriedade que hoje pertence à univerisade da Madeira, um professor meu afirmou que a Grã Bretanha era uma ilha. Aquela afirmação chocou-me! Mas aquilo é enorme, não pode ser uma ilha, pensei eu! Tecnicamente, o professor tinha razão, mas eu ainda estava no início deste longo percurso que é a educação (que dura a vida toda!) e não sabia mais.

Como o tempo era pouco e chovia, não fui muito ambicioso. Piccadilly Circus, Trafalgar Square, Covent Garden e Westminster foram as minhas escolhas. Ainda deu para andar num double decker bus e tomar uma Guiness num pub antes de regressar ao aeroporto. Soube-me a pouco e tenho de lá voltar…

Antes de embarcar para Mumbai, houve tempo para sofrer com o meu Benfica. Retardei o mais possível a passagem pela porta de embarque, sempre com os olhos no iPad, à espera que o árbitro terminasse os infindáveis oito (!) minutos de desconto… Quando o jogo terminou com o Benfica na final da Liga Europa, já estava no acesso ao Boeing 777 da British Airways, de braços no ar e de sorriso de orelha a orelha! Os hospedeiros perguntaram-me o porquê de tanta alegria, ao que respondi que estávamos na final pela segunda vez consecutiva. Um deles, com algum humor diz-me “welcome to our flight to Delhi”. Até podia ser um vôo para o Japão ou Nigéria, que não estava a prestar qualquer atenção! Ele acabou por agarrar-me o braço quando ia disparado avião adentro para me dizer, com um sorriso, que o avião ia para Mumbai…

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