Nyalam, Tibete

Após o nascer do sol com vista para o monte Everest, voltamos para a estrada fazendo o percurso inverso do dia anterior, com destino a Nyalam. Isto implicou voltar a fazer três horas na estrada não alcatroada.

Desta vez dormi uma boa parte do percurso. Inclinei o meu assento o máximo e adormeci a olhar para a bela paisagem.

Após o almoço no mesmo restaurante do dia anterior, seguimos mais três horas por uma boa estrada. No percurso fizémos uma passagem a 5280 metros, sempre com paisagens espectaculares! Confesso que nunca pensei que o Tibete fosse assim, variando entre paisagens desérticas, lunares e marcianas. Pelo meio, algumas aldeias e muitas bandeiras chinesas. Ouvia a minha música e deliciava-me com as cores, as montanhas e o belíssimo céu que nos fazia companhia.

Numa das nossas paragens, visitamos uma família nómada. Juntamos os nossos snacks excedentes (o Dário tinha muitos) para os oferecer e fomos convidados a visitar o acampamento. Uma senhora idosa convidou-nos para a sua tenda. Depois de disparar a primeira foto, ela soltou possivelmente a única palavra que sabia dizer em inglês: money! Saí imediatamente da tenda, enquanto ela repetia a palavra aos meus companheiros.

Continuamos a nossa descida até Nyalam, uma cidade comercial, aparentemente pouco interessante, que é apenas ponto de passagem para o nosso regresso ao Nepal. A 3750 metros de altitude, as condições começaram a melhorar para os meus colegas, mas o vento forte provocava frio.

Jantamos num restaurante pequeno e familiar no que foi talvez a melhor refeição da semana. Começamos a ficar fartos de sopa de noodles, fried rice, fried noodles, etc. Um Dal Bhat nepalês bem saboroso regado com a última cerveja Lhasa fez a delícia da maioria. Confesso que tenho saudades da sopa de lentilhas do mosteiro.

Cansados, regressamos ao hotel, básico, mas com condições bem melhores que o da noite anterior, em particular a casa de banho… Era o terceiro dia sem tomar duche, nada que me preocupasse muito.

 

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