Singapura, a caminho de Sydney

Voltei à Asia para uma breve passagem pela ilha de Singapura numa escala de pouco mais de 24 horas a caminho de Sydney, Australia.

Para poupar cem euros, fui de Lisboa para Munique e 45 minutos depois tinha um vôo de Munique para Frankfurt… em Frankfurt, hora e meia depois de chegar tinha vôo para Singapura. Estava um pouco apreensivo com o pouco tempo entre vôos, especialmente os 45 minutos em Munique, mas a Lufthansa não brinca em serviço: saíu a horas e chegou antes do tempo! O nervosismo é natural para quem está habituado a viajar na TAP…

Esta escala em Singapura marcou a minha estreia num A380 da Airbus, com mais de 500 pessoas a bordo. Os números deste avião impressionam e sem pensar muito na ciência da coisa, acho incrível como este “bicho” consegue voar. Fiquei sentado num lugar que ficava a meio da asa, pelo que olhando pela janela só via branco porque as asas são gigantescas! Isto acaba por tirar algum interesse à viagem já que, sem ver nada, senti-me como se estivesse dentro de uma cápsula de viagem. Uma das razões pelas quais escolho um lugar na janela é para ver que estou a voar e não apenas pensar que estou a voar. Nesta viagem sem vista, dei mais importância aos sons e ao meu vôo imaginário, o que não é necessariamente bom… mas a Lufthansa levou-me ao destino com a sua qualidade habitual e isso foi o mais importante.

Singapura é uma cidade moderna e muito bem organizada, mas os hoteis não são tão baratos como por exemplo Bangkok e os mais económicos têm habitualmente quartos muito pequenos. Existem mesmo hoteis cápsula, onde por um preço mais ou menos acessível, dormimos numa cápsula, algo tipo um buraco na parede…

Optei por um hotel de gama média, apostando na localização. Como estaria pouco tempo, queria ficar perto do movimento do centro da cidade. Depois de me refrescar da longa viagem, parti à descoberta. O plano era simples: dar uma pequena volta, encontrar um sítio para jantar e tomar um cocktail, o famoso Singapore Sling.

Já estava escuro quando saí do hotel, mas em pouco mais de cinco minutos saíu-me o primeiro brutal desta viagem: vi o famoso e espectacular Marina Bay Sands Hotel, o tal que tem três torres com um topo em forma de barco. É de facto o hotel mais espantoso que vi, muito mais que por exemplo o Burj al Arab do Dubai. Não bastava a imponência do hotel iluminado e ainda fazem um espectáculo de luz com lasers a disparar do topo das três torres! Nunca vi nada igual!! O primeiro pensamento que me ocorreu foi que devia ter feito uma loucura e ficado lá… cheguei a ver o preço e por uns módicos duzentos e cinquenta euros teria conseguido um quarto para aquela noite. Nem é assim tão exorbitante, mas não é para o meu bolso.

Marina Bay Sands Hotel
Marina Bay Sands Hotel

O centro da cidade fica virado para a baía e para o rio e está muito bem aproveitado, com passeios a acompanhar toda a extensão da água e uma impressionante oferta de restaurantes e bares para todos os bolsos. Apesar da temperatura elevada, acima dos trinta graus, muitas pessoas corriam fazendo o seu exercício de final de tarde. Imensos turistas passeavam pelas ruas e dividiam-se pelos restaurantes e bares.

Dei uma volta pelos principais pontos da cidade e regressei para a zona de restauração e divertimento de Clarke Quay para jantar. Um Singapore Sling, Ostras e um Clam Chowder (que sempre quis provar) foram as minhas primeiras escolhas da viagem. Cansado, regressei cedo ao hotel para descansar.

O relógio biológico não brinca e acordei cedíssimo, pelas cinco da manhã. Era o jet lag a funcionar. Aproveitei para pesquisar umas coisas na net e comprar o bilhete para o autocarro turístico. Com a temperatura alta e um só dia para ver a cidade, a opção hop-on, hop-off destes autocarros agrada-me. Fiz check-out, deixei a minha mochila no hotel e passei o dia a circular pela moderna Singapura, saltando de vez em quando do autocarro para ver algo de mais perto.

Um dos saltos foi na zona de Little India. Na Singapura, há quatro grandes etnias: Indianos, Malayos, Chineses e uma percentagem de outras nacionalidades. Little India é uma espécie de zona onde vive a comunidade indiana. Ao sair do autocarro, o primeiro impacto foi o cheiro! Nunca estive na India, mas se cheira assim, cheira a restaurante indiano. É inconfundível!

Little India
Little India

Outro salto foi perto da area muçulmana, onde havia um becozito muito colorido chamado Haiji Lane. A especialidade desta ruazinha são os edifícios coloridos com as fachadas pintadas e os seus murais. Sentei-me numa esplanada para a cerveja bem merecida com o calor que se fazia e segui caminho.

Haiji Lane
Haiji Lane

A última paragem foi na zona do Marina Bay Sands para o ver bem de perto. É uma zona de enorme estravagância, que inclui entre outras coisas, um campo de futebol flutuante…

No regresso ao hotel, tinha um problema a resolver. Estava suado e precisava refrescar-me antes de ir para o aeroporto. Mal cheguei à recepção, ofereceram-me logo a possibilidade de utilizar a piscina do hotel que ficava no terraço. Assim, lá estava eu a nadar com vista para os arranha-céus de Singapura… de boxers, já que esqueci-me de tirar os calções de banho da mochila. Não foi um problema, já que estava sozinho. Os mesmo simpáticos da recepção tinham-me feito uma reserva para o shuttle do aeroporto e chegava ao fim a minha breve passagem pela Singapura.

Clarke Quay

 

Edifício do Ministério da Cultura
Edifício do Ministério da Cultura

O edifício da direita parece achatado!
Dizem que foi aqui que inventaram o Singapore Sling

 

Please like and share:

0 thoughts on “Singapura, a caminho de Sydney

Leave a Reply